Livin’ la Vida

Novembro 6, 2009

As Torres do Técnico

Arquivado em: Não classificado — Miguel @ 2:19 am

Nilton entrevista, no 5 para a Meia-Noite, a Dona Maria Amélia que acredita com toda a convicção que as Torres do Instituto Superior Técnico a perseguem por Lisboa, subindo e descendo as sete colinas, só para a atormentarem. A perseguição é captada ao vivo e em directo pelas lentes da RTP, e ai de quem consiga continuar céptico perante tal acontecimento, candidato até às experiências dos Myth Busters.

Quem frequenta o IST sabe muito bem que as torres têm rodinhas por baixo, e está ciente daqueles olhares malvados que lança a torre de Química a quem ousar defender outra instituição. Escusado será falar da armadilha do piso 3…

E quem nunca se sentiu observado e seguido por uma torre de 11 andares, que costuma exercer as suas acções persuasivas ali para a zona do Campo Grande, ou na Praça do Giraldo, como se comenta no vídeo ? Esta senhora apenas foi suficientemente inteligente e perspicaz, para perceber o que se passava e deve estar, neste preciso momento, escondida na Estação de metro do Saldanha, ou no Jardim da Alameda, à espera do melhor momento para apanhar as suas predadoras indefesas.

Aqui fica o vídeo:

Novembro 3, 2009

O Estruturalismo segundo Lévi Strauss

Arquivado em: Não classificado — Miguel @ 10:55 pm

Depois da morte de António Sérgio, um dos maiores e mais importantes comunicadores e difusores de música na rádio portuguesa, seguiu-se a de Claude Lévi-Strauss e Francisco Ayala, vencedor de um Cervantes.

Claude Lévi Strauss era considerado um dos intelectuais mais relevantes século XX, e “pai” da Antropologia moderna, uma corrente que havia de influenciar personalidades como Pierre Bourdieu, Michel Foucault e Umberto Eco. Deixou-nos com conceitos como o Estruturalismo – que havia de retirar do pedestal o existencialismo, muito em voga na França dos anos 60 – e o estudo da complexidade teórica da Mitologia, paralelamente aos trabalhos de Carl Jung, e baseando-se na “criação de mitos em larga escala” de Max Müller.

As influências de Rousseau, Marx, Freud, Descartes e Hegel sobre Lévi Strauss eram claras, principalmente as ideias de Freud sobre o taboo. Talvez o momento mais memorável da vida de Strauss tenha sido aquele debate filosófico aceso com o seu compatriota Jean-Paul Sartre, sobre a natureza da liberdade humana: por um lado, a teoria existencialista de Sartre obrigava-o a aceitar que o ser humano é livre para fazer o que bem entender. Por outro lado, Sartre era um “esquerdista” convicto, pelo que tinha de aceitar a ideia que cada indivíduo era “obrigado”, sem se dar conta, a aceitar os ideais dos mais poderosos. Ecos deste debate entre existencialismo e estruturalismo abalaram a comunidade intelectual da altura, redefinindo a filosofia e antropologia modernas.

O estudo da complexidade da Mitologia é ainda mais intrigante: Strauss encontrou um paradoxo na criação da mitologia. Por um lado, as histórias mitológicas são fantásticas e imprevisíveis; por outro lado, são muito semelhantes entre as várias culturas. Como tal, Strauss propôs que as leis de criação mitológica eram regidas por “leis universais”, numa teoria brilhante, sobre a qual não tenho tempo nem capacidade para falar em grande detalhe. Apenas realçar que vale verdadeiramente a pena ler a obra “O Estudo Estrutural do Mito”.

Como nem tudo são rosas no mundo dos pensadores, e como toda a teoria, desde Karl Popper, está sujeita ao progresso pela crítica, choveram muitas sobre este ensaio de Strauss. Primeiro foi Stanley Diamond a criticar a teoria da Mitologia, argumentando que, apesar de as culturas seculares considerarem a vida e a morte como polares, as mais primitivas viam-nas apenas como aspectos ordinários da “condição da existência”. Diamond acrescentava também que Strauss não havia chegado à sua conclusão pela indução, mas trabalhando de trás para a frente, ou seja, da evidência para os conceitos criados à priori.

Para quem quiser consultar a obra de Strauss
O Estudo Estrutural do Mito

Fevereiro 6, 2009

Changeling – A Troca

Arquivado em: Cinema — Miguel @ 8:20 pm

Changeling mostra que Clint Eastwood, um dos actores mais respeitados de Hollywood, merece também ser respeitado como realizador. Unforgiven (4 Oscars), Mystic River (2 Oscars), Million Dollar Baby (4 Oscars), Flags of our Fathers e Letters from Iowa Jima (1 Oscar). Tudo pérolas da 7ª arte realizadas por Clint Eastwood, entre 1992 e 2007.  Até que chegamos a 2008.

Clint Eastwood está na moda. Realizou Gran Torino e Changeling, do qual se fala a seguir.

Com Ron Howard como produtor executivo (Frost/Nixon, The DaVinci Code, A Beautiful Mind, Grinch) e J. Michael Straczynski no argumento, Eastwood cria um romance de época (como gostamos de chamar em Portugal) que, se bem que com alguns anacronismos, nos faz acreditar estarmos de volta a 1928.

Desde a ausência de banda sonora, à excelente (mais uma) prestação de Angelina Jolie e John Malkovich, Changeling é uma obra de arte, porém incompleta. Uma ‘emotions rollercoaster’, capaz de despertar sentimentos de compaixão pelas personagens, até no espectador menos sensível.

A quase ausência de saturação das câmaras de filmar fornece a ideia de tristeza e ‘doom’. Por outro lado, a parte positiva do filme, relativa à esperança e determinação, perde um pouco o sentido com esta ausência de saturação. Não se tinha perdido nada em alterar a cinematografia em certos momentos para realçar estes aspectos positivos.

É uma crítica social à década de 1920, denunciando a corrupção policial e política que dominava a cidade de Los Angeles. Ao mesmo tempo é uma mensagem de esperança e determinação, de uma mãe que nunca desiste de procurar o seu filho, desmascarando simultaneamente os erros consecutivos da polícia, mais preocupada em obter opiniões positivas por parte da população do que propriamente com a sua segurança.

Como se não bastasse, a história é baseada em factos verídicos, tornando a experiência cinematográfica muito mais positiva, uma vez que ficamos a pensar como é possível acontecer tal coisa…

Os 140 minutos de filme não parecem assim tão longos, porém, nota-se a falta de elementos ‘thriller’. Claramente, Clint Eastwood apostou em realçar o efeito melodramático, esqueçendo a parte ‘heart-racing’.

Nomeado para a Palma de Ouro no Festival de Cannes e para 3 Oscars, ganhou outros tantos prémios, foi um dos filmes mais esperados de 2008. O único Oscar que deverá arrecadar será o de Melhor Actriz para Angelina Jolie.

8/10

Janeiro 30, 2009

30 de Janeiro de 2009 – notícias

Arquivado em: Notícias — Miguel @ 9:12 pm

Segundo um novo estudo, o LHC (Large Hadron Collider), “provavelmente não provocará a destruição da Terra (provavelmente…).

O Acelerador de Partículas foi construído em Geneva, Suiça, num túnel cicular de 27 km, 91 metros debaixo do chão do CERN (centro europeu de pesquisa nuclear), com o objectivo de recriar as condições que deram origem ao Big Bang (fzaendo chocar protões quase à velocidade da luz).

Relembro que  LHC esteve suspenso para arranjo, e que, segundo alguns estudos, esta experiência provocaria minúsculos buracos negros.

Porsche Carrera 911 GT3

Foi revelado o novo Porsche 911 GT3, mostrado pela primeira vez no Salão Internacional de Génova, com data prevista para finais de 2009. Conta com um motor V6 de 3.8 litros de 435 cavalos e o preço base será 112 mil dólares. Atinge os 100km/h em 4.1 segundos, e a velocidade máxima é de 312 km/h. Até aqui nada de novo.

A novidade é o re-ajuste técnico do GT3. O motor recebeu o sistema Variocam da Porsche, que melhora o timing de entrada de ar nas válvulas, ajustando sua a ligação com os cilindros. Segundo os técnicos da Porsche, a suspensão foi mehorada, tal como alguns aspectos de aerodinâmica, travões, faróis e entradas de ar.

Descoberto gene causador da forma mais comum de epilepsia (Fonte: Daily Science)

Uma equipa de investigadores da Universidade de Columbia, nos E.U.A., isolou pela primeira vez um gene responsável pela forma mais comum de epilepsia. Pode ser o primeiro passo para descobrir como surge a epilepsia nas crianças, bem como formas de a tratar, uma vez que os medicamentos actualmente utilizados no tratamento desta doença previnem ataques suprimindo a actividade cerebral no cérebro, podendo causar perdas de capacidades cognitivas, entre outras coisas.

Janeiro 29, 2009

The Breakfast Club

Arquivado em: Cinema — Miguel @ 11:33 pm

Se há filme que retrate os jovens dos anos 1980, será sem dúvida The Breakfast Club. Não só a sua vida, como a sua forma de pensar, desde o excesso de liberdade até à pressão dos pais e dos próprios amigos. Soa-lhe familiar ?

Precisamente porque The Breakfast Club é intemporal. Fazia sentido em 1985, quando Michael J. Fox regressava ao futuro num DeLorean, e faz sentido em 2009, quando um filme indiano arrebata o mundo ocidental. Porque retrata não só os jovens, como a própria sociedade de uma época de mudança, de valores e atitudes.

John Hughes, mais conhecido como argumentista do que como realizador, consegue provocar no público um efeito de nostalgia, já que os espectadores (num regresso à adolescência) se identificam sempre com pelo menos uma das personagens. Seja com o atleta, a rapariga mais popular da escola, o geek, o rufia ou a anti-social. Não importam os nomes das personagens, mas a forma como são vistos pela sociedade. O que faz este filme especial é o facto de todas as personagens serem dinâmicas, ou seja, de uma maneira ou de outra ,todas mudam alguma coisa em si no final.

Basicamente: 5 adolescentes estão de castigo a um sábado, tendo de escrever, no final do dia, uma redacção sobre o que pensam de si mesmos.

Com um argumento tão simples, parecia impossível construir uma lição de vida à la Forrest Gump, e ao mesmo tempo um estudo sobre a adolescência. Parecia.

Dezembro 23, 2008

Crítica – Amália

Arquivado em: Cinema, Música — Miguel @ 4:45 pm
Tags: , ,

Como representante máxima da nação portuguesa, tanto artística como simbolicamente,Amália Rodrigues já foi biograficamente retratada no silver screen inúmeras vezes

A um ano de se “celebrar” os 10 anos passados da morte desta Senhora, muito mais se podia ter feito para engrandecer a vida (artística, entenda-se) de uma das poucas portuguesas “que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”.
Carlos Coelho da Silva é o realizador deste biopic,  que foi o filme português mais difundido além-fronteiras (em mais de 20 países, entre eles a China, Bélgica e Holanda), e em Portugal (em mais de 60 salas). Talvez este nome não surja imediatamente nas mentes da maior parte das pessoas, mas aparecerá certamente quando se referir que foi ele o realizador do filme português mais visto de sempre, O Crime do Padre Amaro.

Antes de avançarmos para a crítica propriamente dita, vale a pena falar dos actores. Sandra Barata faz a sua estreia em cinema, e logo no papel principal. Faz uma actuação brilhante, encarnando claramente a personagem. José Fidalgo e António Pedro Cerdeira mostram que não são apenas actores de telenovelas, brilhando nos papéis de Francisco Cruz e Ricardo Espírito Santo, respectivamente. Em papéis secundários aparecem também caras conhecidas do grande público, como Carla Chambel, Ricardo Carriço, Ricardo Pereira, João Didelet e António Montez.

Nunca um filme português dividiu tanto as opiniões do público, e com justa causa. Numa altura em que o Fado está em regressão, consequência de uma “actualização”  do público jovem, mais direccionado para a música comercial, torna-se perigoso realizar um filme relacionado com esse tema. A simples palavra “Fado” é assustadora e repressiva aos olhos da geração sub-40. Torna-se perigoso principalmente porque o filme estará condenado ao fracasso. Mas então este filme constitui uma antítese em relação aos outros filmes sobre o Fado, ou estarei eu louco o suficiente para contradizer tudo o que tenho dito ao longo desta crítica ?
Nem uma coisa nem outra. Em primeiro lugar, chamar-lhe-ia paradoxo e não antítese. Em segundo lugar, há um factor neste filme que provoca este paradoxo. Esse factor chama-se Amália Rodrigues.

A sua vida artística é bem conhecida do público, mas não tanto a sua vida pessoal.

O filme recria de forma perfeita a vida pessoal de Amália, mas descura por completo a sua vida artística. Esta foi a primeira crítica feita ao filme, fulminado tanto pelos críticos de revistas e jornais, como pelos amadores. É que a vida de Amália não se desdobra em artística e pessoal. Tal como ela dizia, ela cantava a tristeza e a felicidade que sentia.

É sobre essa tristeza que gira o filme inteiro, ao longo de 127 minutos. Amália é caracterizada como sendo interesseira a princípio, e ao mesmo tempo generosa. Desde a má relação com a mãe, a inveja da irmã, a morte da irmã mais nova, o casamento por obrigação com Francisco Cruz, os flirts com Ricardo Espírito Santo e Eduardo Ricciardi, e o casamento final com César Seabra, esta foi a vida da maior fadista portuguesa (e do mundo, já que o Fado é apenas português).

Resumindo tudo o que foi dito, é um filme demasiado dark e exagerado, muito à moda das telenovelas, pouco direccionado para os concertos esgotados no Japão, no Brasil e por todo o mundo, centrando-se mais nos amores e “tendências suicidas” de Amália Rodrigues.

Dezembro 17, 2008

Especial – Melhores Discos de 2008

Arquivado em: Música — Miguel @ 5:38 pm
Tags:

Quase a chegar 2009, é altura de olhar para trás e analisar os melhores discos deste ano.

Pode ler o artigo aqui.

Dezembro 16, 2008

O mundo da música em 2009

Arquivado em: Música — Miguel @ 7:21 pm
Tags:
Sex Pistols

Depois de um 2008 marcado por álbums de Metallica e AC/DC  e a edição comemorativa dos 25 anos do álbum mais vendido de sempre – Thriller Michael Jackson – , já se tem notícias de lançamentos para o próximo ano.

No mesmo dia, 14 de Abril, em que iniciam a digressão por terras do Tio Sam, a Dave Matthews Band lança também um novo disco. Temas como “Round and Round”, “#27″ e “Falling Off the Roof” foram já apresentados ao vivo.

Quem também terá novo registo são os The Fray. Depois de “How to Save a Life”, segue-se The Fray, com uma sonoridade mais “extrema”, segundo o vocalista da banda, Isaac Slade, disse à revista Billboard.

Os Depeche Mode têm também preparado um novo disco para 2009. O vocalista da banda de “Suffer Well” e “Enjoy the Silence”, Dave Grahan, já confirmou que terminaram as gravações. Os Depeche Mode actuam no Porto a 11 de Julho. Uma das bandas pioneiras do movimento punk por volta de 1976, a par dos Ramones e The Clash, podem ter novo disco em 2009. Os Sex Pistols podem voltar a juntar Johnny “Rotten” Lydon com o resto da banda, apesar de o influente Sid Vicious já ter falecido à muito.

The Eagles

The Eagles

Quanto aos concertos em Portugal, 2009 está, para já, recheado de novidades aliciantes, ainda sem contar com os festivais de verão.

Os One Republic, lançados por Timbaland com “Apologize”, cancelaram o concerto de 13 de Janeiro.

Os ingleses Kaiser Chiefs deslocam-se ao nosso país em 2009 para apresentar o novo álbum Off with Their Heads, no Coliseu de Lisboa e Porto, a 1 de Fevereiro e 31 de Janeiro respectivamente.

Depois do sucesso do primeiro disco Employment (“Everyday I Love You Less and Less” e “Oh My God” ), e de Yours Truly, Angry Mob a banda de Leeds quer provar que não são apenas mais uns one hit wonders, com este novo LP, baseado nos Led Zeppelin e no heavy rock, lançado em Outubro deste ano. O single chama-se “Never Miss a Beat”.

Outra banda britânica em Portugal este ano são os Oasis, autores da balada “Wonderwall”. Os manos Gallagher apresentam Dig Out Your Soul dia 15 de Fevereiro no Pavilhão Atlântico, num concerto integrado na digressão europeia.

Jason Mraz, mais conhecido pelo single “I’m Yours”, está no Capo Pequeno a 19 de Março, e a 20 do mesmo mês no Coliseu do Porto, e será um dos concertos mais aguardados do ano.

Jason Mraz é, sem dúvida, um dos músicos mais underrated em Portugal. É um dos melhores songwriters da actualidade, seguindo uma easy pop e ao estilo de Dave Matthews Band e G. Love. Para além de “I’m Yours”, vale a pena ouvir “Wordplay”, “Did You Get My Message” e “Mr. Curiosity” do excelente disco “Mr. A-Z”. Nomeado para os Grammys, Jason Mraz já fez cinco aberturas para concertos dos Rolling Stones.

Uma das maiores bandas de rock americanas, porta-estandartes do easy rock, os Eagles vêm a Portugal em 22 de Julho. Autores de uma das melhores músicas de sempre, “Hotel California”, e do terceiro disco mais vendido no mundo, e o mais vendido nos E.U.A. – Their Greatest Hits -, os Eagles têm 100 álbums de platina (entre originais, compilações e discos ao vivo). Para além de 5 Grammys e a entrada para o Rock and Roll Hall of Fame em 1998.

Dezembro 15, 2008

Mocha e o seu primeiro brócolo

Arquivado em: Não classificado — Miguel @ 7:55 pm

O Mocha é um hamster muito popular na internet, principalmente devido ao facto de ser constantemente comparado a Cristiano Ronaldo, tão forte que é o seu movimento de pernas.

Infelizmente já faleceu, por isso, fiquem com o vídeo e espalhem pelos amigos.

Nova Milestone

Arquivado em: Não classificado — Miguel @ 7:34 pm

O Livin’ la Vida ultrapassou, hoje, dia 15 de Dezembro de 2008, a barreira das 500 visitas.
Apesar de ter sido criado em Agosto, o blog esteve bastante tempo offline, pelo que o número de posts e, consequentemente de visitas, diminui drasticamente.
Hoje celebra-se também a entrada de outro membro: ap0lo (procurem nos Lusíadas).

Continuem a visitar-nos todos os dias ;) .

Página Seguinte »

Blog em WordPress.com.